Senado aprova novos cargos, entenda.

O plenário do Senado aprovou hoje o PLC 126, que cria 6.818 cargos dentro do Poder Executivo e autarquias. Este projeto tem como principal foco a criação de cargos na área de ciência e tecnologia, histórica deficiência do país.

Entre os destaques, estão a criação de:

  • 500 cargos de Analista em Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG);
  • 510 cargos para o INMETRO;
  • 475 cargos para o INPI;
  • 3.594 cargos para a área de Ciência e Tecnologia;
  • 40 cargos de Analistas de Sistemas da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho

A íntegra do projeto está disponível aqui. Agora, o projeto é encaminhado para sanção pela Presidente Dilma Roussef. Considerando que o projeto é de autoria da própria presidente, e pela justificativa apresentada, não deve haver qualquer problema quanto à sanção nos termos em que a matéria foi aprovada.

Cabe aí questionar a mídia “marrom”, que coloca todos os servidores públicos num balaio. Matéria do UOL, por exemplo,  chega ao absurdo de criticar a substituição de terceirizados por servidores de carreira, sem fazer qualquer análise de custos, méritos ou legislação de nosso país. Na verdade, creio que este tipo de matéria criticaria até mesmo a contratação de servidores a título de escravos, recebendo de salário um pão com manteiga e café ralo por dia.

É sabido que o país tem sérias carências em áreas ligadas à ciências exatas. Um dos óbvios motivos que fazem um estudante preferir a área de Direito ou Administração é o fato de que a burocracia estatal emprega muito, a salários que não chegam a ser altos, entretanto, melhores que os que o jovem qualificado encontraria na iniciativa privada. Com isto, menos jovens se interessam pelas carreiras científicas, menos inovação, mais burocracia e dependência do Estado, menor renda da população como um todo. É um terrível círculo vicioso.

Certamente, estas quase 7 mil vagas aina são pouco para a necessidade do país. A carreira de Analista em Tecnologia da Informação, por exemplo, necessitou da criação de um encargo provisório e precário, a GSISP, para tornar a carreira minimamente atrativa. São servidores que lidam com sistemas completos, muitas vezes obsoletos e despadronizados, e com licenças que giram a casa de centenas de milhões de reais.

Este é um primeiro passo, e espero que a empreitada demonstre sucesso, de forma que haja um ciclo virtuoso para as carreiras científicas no país.

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