Como Habilitar Disco Externo NTFS no Mac OS X Yosemite

Usuários do Mac OS X, especialmente na última versão, o Yosemite, podem já ter tido problemas ao conectar uma unidade de disco externo e não conseguir gravar ou efetuar alterações nos arquivos neste disco. Isto se deve ao fato de que esta versão do sistema não possui suporte nativo a gravação de arquivos no formato NTFS, aquele que é adotado como padrão no Windows, de maneira que é possível apenas fazer a leitura dos arquivos que lá estão salvos, como se fosse um CD-ROM.

Felizmente, o software livre também pode ajudar neste caso, e habilitar o suporte à gravação no NTFS, de forma que poderá compartilhar o seu HD Externo para sistemas Windows e Mac OS sem problemas (nem vou falar do Linux, porque este naturalmente já suporta ler e escrever em “tudo”, não é mesmo?).

Será necessário baixar três aplicações (clique nos nomes para os links de download):

1) OSXFuse

2) NTFS-3G

3) Fuse-Wait

Após baixar os pacotes, instale-os nesta ordem. Caso seja solicitado o reinício do sistema, não clique no botão para reiniciá-lo, apenas feche o instalador. Apenas após a instalação dos três aplicativos, aí sim, reinicie o sistema e verifique seu disco rígido NTFS: ele aparecerá disponível e você poderá fazer operações de leitura, escrita, alteração e exclusão de arquivos.

Na dúvida, veja abaixo o ótimo vídeo que ilustra a instalação das aplicações, produzido por Sri Marsha Chilakapati:

Disponibilizado código-fonte de DOS e Word

O Computer History Museum (Museu da História da Computação) conseguiu nesta semana um acordo com a Microsoft para a liberação do código fonte do Sistema Operacional MS DOS e também do Word for Windows versão 1.1. Este museu é conhecido por ter como objetivo preservar a história dos softwares, notadamente aqueles usados no início da computação, em que a liberação do código fonte, como no caso, não interfere nos interesses comerciais, entretanto podem atender à finalidade educacional. Por mais que o software possa estar defasado, o simples acesso ao código e ver materializada a teoria que se vê em sala de aula pode ajudar estudantes de TI a desenvolverem soltares melhores.

Softwares MS DOS e Word
Caixinhas do MS DOS e Word for Windows – Fonte: Site da Revista Info

Para o MS DOS, estão disponibilidades as versões 1.1 e 2.0. Originalmente, era conhecido como QDOS (Quick and Dirt Operating System, ou Sistema Operacional Rápido e Sujo), e foi desenvolvido por Tim Patterson, funcionário da Seattle Computer Products. Paul Allen, que fundou a Microsoft juntamente com Bill Gates, conhecia Tim, e graças a um engenhoso acordo financeiro, a Microsoft passou a fornecer o então rebatizado PC-DOS para os computadores IBM, bem como rebatizou para MS DOS a versão para outros computadores pessoais. Dizem que enquanto a Microsoft começou aí seu caminho para a fortuna, a empresa que desenvolveu recebeu apenas 50 mil dólares (eu programo, tu programas, ele programa, nós programamos, vós programais e eles vendem e ficam com o dinheiro). Chama a atenção o fato de que o sistema operacional inteiro na sua primeira versão ocupa menos de 1 Megabyte, menor do que muitas aplicações relativamente simples para celulares.

Já no caso do Word for Windows a versão é a 1.1a, que ficou relativamente famosa por ter conseguido superar o Word Perfect, até então a plataforma dominante em editores de texto (e até hoje disponível).

Motorola abre código de smartphone Moto G

A Motorola anunciou nesta segunda-feira que o código do seu smartphone Moto G passou a ter o código aberto, com página disponibilizada no portal SourceForge (clique para acessar).

Moto G - Divulgação Motorola
Moto G – Divulgação Motorola

O aparelho, que já chamou a atenção por ter tido seu lançamento mundial anunciado no Brasil, onde é fabricado, e pela ótima relação custo x benefício (com modelos custando a partir de R$ 649,00) quer continuar chamando a atenção do mercado. A princípio, a simples disponibilização do código ao público não gera benefícios. Entretanto, permite que desenvolvedores estudem o código e possam melhorá-lo. Sem a menor dúvida, a maior vantagem é a de que se torna muito mais simples implementar futuras versões do Android, que já tem naturalmente código aberto, e reduzindo bastante o prazo de implantação e eventuais bugs que tanto prejudicam aqueles aparelhos que mesmo tendo uma configuração bastante robusta sofrem com atualizações demoradas pelos fabricantes, isto quando chegam a ocorrer.

O Moto G vem equipado com um processador Qualcomm Snapdragon 400 (quad core), tela de 4,5 polegadas com resolução de 720×1368, até 16 GB de armazenamento interno. No lançamento, utilizava a versão 4.3 do Android (Jelly Bean), mas já com prometida atualização para a 4.4 (conhecida como Kit-Kat). Há três versões, sendo que uma delas é compatível com dois chips.

 

Câmara de São Paulo gastará 52 milhões com contratos de informática

Causou-me indignação reportagem que vi num Blog do Estadão sobre a Câmara Municipal de São Paulo. Serão gastos aproximadamente R$ 52 milhões de reais em licenças proprietárias de software, basicamente no já velho e defasados conhecidos Oracle + Microsoft. O texto completo você pode ver aqui, de autoria de Diego Zanchetta.

A despeito da opção técnica de uma ou outra plataforma de desenvolvimento, o que é mais surpreendente é como tem a desfaçatez de mentir, utilizando alegações como que o software livre não oferecem segurança: “Sem proteção alguma, todos os dados, inclusive os financeiros e do próprio sistema legislativo, ficam acessíveis ao manejo de qualquer pessoa. Ao contrário, no modelo atual, a chave de segurança do sistema é a propriedade da Câmara Municipal.”

É compreensível alegar que manter uma plataforma, eventualmente, pode implicar em menos custos de treinamento e com a transição de sistema, que certamente causa impacto. Entretanto, alegar que o Software Livre não oferece travas de segurança, ou que ela estaria no segredo do código é de um absurdo inimaginável. Apenas para lembrar que a própria Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil utilizam sistemas de software livre. Qual será a informação tão importante que a Câmara de um município, por maior que ele seja, é mais interessante e lucrativa que dos dois maiores bancos públicos brasileiros?

Vale lembrar que nos episódios envolvendo a espionagem, a NSA contava com o apoio de diversas empresas norte-americanas, entre elas supostamente a Microsoft. O Software Livre também esteve envolvido: só que do outro lado da história, já que o Pentaho foi utilizado para conseguir mapear e minerar os dados importantes, fornecendo os relatórios para a inteligência. Da próxima vez que quiserem torrar o dinheiro público deste gigante readormecido, façam um favor: pelo menos melhorem a desculpa!

Pentaho: ERROR_0012 – AdhocWebService.ERROR_0012 – Failed to generate the report preview. Please check the server log for details of the error

Antes de tudo, uma menção honrosa neste post. Já havia escrito uns seis parágrafos, e saí um minuto da minha cadeira, minha cadela (não sei como) conseguiu apagar todo o conteúdo e ainda por cima tornar impossível a recuperação. Depois desta, como impor qualquer limite à capacidade do ser humano em fazer cagadas enquanto usuário? 🙂

Então, voltemos: estou trabalhando numa monografia que visa implantar um modelo de armazém de dados “em miniatura”, mas que demonstre o funcionamento e capacidade de ferramentas livres para a inteligência de negócio (BI). Para isto, estou usando a suíte Pentaho Community.

Trata-se de uma suíte muito poderosa, inteiramente baseada em Java. Entretanto, devido à sua complexidade (trata-se, na verdade, de um conjunto de várias aplicações, modulares, que conversam entre si), tem por característica notável ser muito sensível a erros e falhas. Nesta semana, participei de uma Oficina de Pentaho na Latinoware, em que curiosamente houve um grande atraso no início, porque um relatório não era gerado devido à incompatibilidade da versão do java instalada. O mais engraçado é o fato de que este problema provavelmente tenha sido muito mais didático que a própria oficina em si, uma vez que passamos por logs, testes e outros ajustes até fazer a coisa funcionar.

Então, uma boa prática ao usar o Pentaho é sempre tomar muito cuidado com a versão das aplicações usadas, verificar eventuais incompatibilidades conhecidas e testar qualquer pequena mudança feita, como a instalação de um plugin. Ontem, estava fazendo um relatório de teste baseado no livro “Pentaho na Prática”, um dos pouquíssimos materiais existentes a respeito em português, e lidei com um erro que não tinha solução disponível nos fóruns. Acabei tendo que resolver “na marra”. Portanto, considero importante colocar aqui como resolvi, e relatar minha experiência para que outros aprendam e resolvam eventuais problemas de maneiras mais fácil. Não deixa de ser uma valiosa dica.

Parte 1: o problema

Preciso ainda sistematizar um pouco isto, porque seria muito bom juntar um print da tela. Mas meu problema, basicamente, foi o seguinte: após pegar um relatório BEM simples da introdução do livro, o relatório não era gerado, e aparecia o seguinte erro: ERROR_0012 – AdhocWebService.ERROR_0012 – Failed to generate the report preview. Please check the server log for details of the error. E aí, como resolver?

Parte 2: decompondo o problema

A parte mais importante, em especial para usuários iniciantes, é aprender a lidar com logs do sistema. Eu, quando comecei a programar, tinha a péssima mania de não ler com calma e acabava perdendo muito tempo com isto. Só que no Pentaho temos um monte de arquivos de log, e é preciso também alguma experiência para saber onde correr atrás da informação correta. Repare que a mensagem diz “please check de server log”. Ou seja, confira o log do servidor de aplicação. No meu caso, utilizo o Tomcat, que já vem por padrão quando do download do BI Server. O arquivo de logo do Tomcat é o catalina.out, e está no seguinte diretório: <diretório do bi-server>/tomcat/logs

Confira o arquivo do log que eu postei no pastebin.com. Creio que um dos motivos que devem deixar todos os estudantes desesperados em ler logs é exatamente isto: o que ler nestas centenas de linhas (no exemplo, precisamente 284). Aqui, vou resumir à parte que interessa, as duas primeiras linhas:

  1. 02:34:58,396 ERROR [Logger] misc-java.lang.String: ConnectFactory.ERROR_0001 - [pt_1] Database connection could not be established to: SampleData
  2. org.pentaho.platform.api.data.DatasourceServiceException: javax.naming.NameNotFoundException: Name SampleData is not bound in this Context

Análise do log

É aqui que a mágica começa a acontecer. Logo de cara, o relatório dá erro por um motivo muito simples. Existe uma base de dados SampleData que não foi encontrada:

Database connection could not be established to: SampleData

Por algum motivo, o banco de dados SampleData não estava disponibilizado no Pentaho. Você pode verificar isto no administration-console (PAC), acessível através da porta 8099 após subida do PAC. Lá estão as bases de dados. No meu caso, os problemas relatados no fórum não resolveram, foi apenas uma simples questão de reinserir o banco sample data na interface de administração, conforme dados abaixo:

Configuração da base SampleData
Configuração da base SampleData

E aí, prontinho! O BI server voltou a gerar os relatórios perfeitamente! A dica que dou é para manter uma versão do pentaho “pura”, sem instalar plugins ou gerar qualquer relatório e verificar como setá configurada. Pode facilitar muito, quando você é iniciante!

Unir e dividir arquivos PDF no Linux

Para quem precisa manipular arquivos PDF, seja para dividi-los em partes menores, seja para unir vários arquios, o Linux possui uma excelente ferramenta para esta tarefa: o PDFTK. Para instalá-lo, basta executar o seguinte comando, de acordo com a distribuição:

Ubuntu:

sudo apt-get install pdftk

Fedora:

sudo yum install pdftk

Como utilizar a ferramenta

Dividindo um PDF em vários arquivos

O pdftk é uma ferramenta de linha de comando. Particularmente, eu gosto muito, e não presumo que seja um problema para usuários que já fazem a opção pelo Linux. Vamos a um exemplo para dividir um arquivo PDF em vários arquivos, um por página. Basta executar o comando burst:

pdftk arquivo.pdf burst

Após executar este comando, poderá ver que surgiram vários arquivos PDF com o seguinte formato: pg_xxxx.pdf, onde o x representa o número da página extraída.

Selecionando apenas algumas páginas

pdftk arquivo.pdf cat 1-3 5-7 output algumaspaginas.pdf

Ao executar este comando, gerará um novo arquivo PDF chamado ‘algumaspaginas.pdf’ que conterá apenas aquelas páginas que foram selecionadas. Interessante quando quiser evitar acesso a determinadas páginas ou simplesmente deseja descartar algumas páginas, por um motivo qualquer, tornando o arquivo final menor.

Unindo vários arquivos num só

Já para fazer o caminho inverso, unir vários arquivos PDF num único arquivo, há como juntar todos os arquios de uma pasta, ou com um padrão de formato de nome, bem como listar quais são os arquivos que deseja unificar. O primeiro exemplo é a junção de 3 arquivos PDF num único arquivo.

pdftk arquivo1.pdf arquivo2.pdf arquio3.pdf cat output arquivo.pdf

Já neste exemplo vamos juntar todos os PDF’s de um diretório num único arquivo:

pdftk *.pdf cat output arquivo.pdf

Mas não é só isto

Na verdade, a ferramenta é extremamente poderosa. Na página de documentação há diversos exemplos do que pode ser feito utilizando o pdftk. Dentre algumas das possibilidades descritas nesta página, é possível excluir uma parte de um documento pdf, decriptar ou encriptar um arquivo ou girar as páginas, entre diversas outras funcionalidades. Certamente, há muito o que ser explorado nesta ferramenta.

Para maiores informações

Não deixe de visitar o site da PDFLabs, responsável pela criação da ferramenta PDFTK.

Lançado o Android 4.3 Jelly Bean

O Google fez ontem o anúncio de sua nova versão do Android, conhecida como 4.3 Jelly Bean. Na verdade, trata-se ainda de uma simples atualização enquanto não sai a aguardada versão 5.0, ou Key Lime Pie (torta de limão, na tradição do Android ser batizado com nomes de doces de acordo com a letra inicial).

O “novo” Jelly Bean. Fonte: Google – Divulgação

A nova versão promete melhorias no desempenho. Dos novos recursos, os Perfis Restritos parecem ser a maior novidade. Este recurso permite que você limite os acessos a determinadas funcionalidades, o que pode ser bom para pais preocupados ou para perfis empresariais.

O recurso de vários usuários também foi aprimorado, entretanto continua restrito aos tablets, devido a restrições de patente*.

O primeiro aparelho a receber a atualização é o Nexus. Entretanto, certamente o que todos no mundo Android esperam é pela próxima evolução, que deve vir no aniversário dos 5 anos do sistema do robozinho.

* Da Nokia, que pelo que se saiba, até hoje nunca conseguiu sequer implementar a patente da qual é proprietária.

Ubuntu Edge – O futuro dos smartphones top

A Canonical anunciou em 22 de julho o Ubuntu Edge, um projeto para um novo celular top de linha, cuja proposta é revolucionar o mercado, com novos conceitos como dual boot, aumento da capacidade de armazenamento e utilização de bateria de nanofios.

O projeto ainda está no papel e precisa angariar fundos da ordem de 32 milhões de dólares em 31 dias através de crowdfunding. Por 725 dólares é possível adquirir o aparelho – com previsão de entrega em maio de 2014, ou então, fazer uma contribuição menor, para ajudar a comunidade, ou maior, sendo que cotas especiais garantem alguns privilégios aos apoiadores do projeto.

Ubuntu Edge em camadas
O aparelho. Fonte: Canonical – Divulgação.

A configuração do aparelho promete ser bastante poderosa. Apenas achei que a resolução da tela fica devendo mesmo para os celulares mais caros vendidos hoje em dia:

  • Dual Boot: Ubuntu Mobile e Android
  • Integração com Ubuntu quando conectado a base
  • CPU multicore (não informada a quantidade de núcleos, provavelmente 4 ou 8)
  • 4 GB de Memória RAM (uau!)
  • 128 GB de armazenamento
  • Tela de 4,5 polegadas, com resolução de 1280 x 720
  • Câmera traseira de 8 megapixels e frontal de 2 megapixels
  • Duas frequências LTE
  • Duas frequências Wi-Fi
  • Bluetooth 4
  • NFC
  • Bateria de anodo-silício
  • Sensores: acelerômetro, giroscópio, proximidade, barômetro e bússola

O próprio site informa que algumas especificações podem ser alteradas, logo creio que a tela certamente será uma delas para a proposta do aparelho. Creio que só a proposta de integração entre o PCS e Smartphone (uma das apostas desde a apresentação do Ubuntu mobile e a proposta de inovação já façam este projeto merecer algum crédito, e espero que o projeto dê certo, para dar uma boa mexida no mercado de smartphones.

Minha História com Software Livre

Vou escrever aqui um momento que considero fundamental para definir a filosofia e a minha linha de estudos e pesquisa dentro das disciplinas ligadas ao desenvolvimento de software: quando conheci o software livre e porque passei a acreditar nesta filosofia como um modelo viável e vantajoso no desenvolvimento de software.  Continue reading “Minha História com Software Livre” »

Lançado o Linux Mint Olivia

Foi lançado oficialmente a versão estável do Linux Mint 15, conhecido pelo codinome “Olivia”. As principais novidades incluem novas versões do Mate (1.6) e Cinnamon (1.8), tela de login que pode ser baseada em HTML e nova ferramentas para gerenciar drivers (Driver Manager) e software (Canais de Software).

Veja como você pode criar belas telas de login utilizando o HTML5 Foto: Reprodução/WebUpd8

Para baixar o Linux Mint, acesse a página da distribuição.