Minha História com Software Livre

Vou escrever aqui um momento que considero fundamental para definir a filosofia e a minha linha de estudos e pesquisa dentro das disciplinas ligadas ao desenvolvimento de software: quando conheci o software livre e porque passei a acreditar nesta filosofia como um modelo viável e vantajoso no desenvolvimento de software. 

Tudo começou quando estava fazendo a disciplina de Processamento Digital de Imagem e Vídeo, no qual havia pequenos seminários sobre diversos temas ligados à área. Apresentávamos pequenos seminários sobre alguns temas, e nosso grupo, quando da realização de uma rodada sobre codecs de vídeo, teve que falar sobre o Xvid, um codec aberto, que teve uma história conturbada relacionada com o famoso Divx, este padrão fechado e na época bastante popular para distribuição de filmes pela internet, em especial por torrent ou download.

Então houve um projeto chamado OpenDivX, cujo objetivo seria o de tornar o DivX aberto. Entretanto, num dado momento do projeto não houve mais manutenção nas correções de bug e o repositório foi apagado, sob a alegação de que o projeto ainda não estaria maduro o suficiente para se tornar aberto. Pouco tempo depois, vem o DivX 4.0, e acreditam que a abertura do código, na época, serviu apenas como desculpa para que se obtivesse da comunidade idéias para o desenvolvimento desta nova versão.

O Xvid nasceu deste código do OpenDivX, que foi reescrito. Ainda se questiona, em alguns países, sobre a questão de patentes (Japão e EUA). Entretanto, o fato é que o formato foi um interessante projeto e que teve muito sucesso desde então.

Contada a história, resumidamente, lembro do fato que foi decisivo. Como forma de testar, o objetivo foi o de converter um filme em DVD para backup no computador, e verificar os resultados.

O mais incrível foi o fato de que o Xvid alcançou níveis de compressão muito mais eficientes que o Divx. Salvo engano,   num DVD comum, enquanto um filme em DivX sem perdas ocupava aproximadamente 1 GB, o mesmo arquivo no Xvid ocupava aproximadamente 700 MB, ou 30% menor. Quando se comprimia com perdas, a diferença diminuía, mas em TODOS os casos testados o Xvid ganhou.

Desde então, passei a olhar com bastante carinho para o software livre, e acreditar que um bom projeto, bem gerenciado, pode ser igual ou melhor às opções pagas. Atualmente existem projetos até mais maduros, outros não tão eficientes, mas o fato é que muitas vezes o software livre pode ser uma alternativa boa não apenas por ser gratuito, mas por ser realmente um produto de maior qualidade e mais eficiente.

Saiba mais sobre o Xvid em: http://www.xvid.org/

Fonte: Wikipedia

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